A busca de resultados significativos por atletas de alto rendimento e em suas modalidades é uma constante no meio esportivo. Entretanto muitos atletas acabam recorrendo a métodos ilícitos para chegar a sua melhor performance. Entre esses métodos está o uso de eritropoetina, um hormônio endógeno, secretado principalmente pelos rins, cuja principal função é regular a eritropoiese. O produto biotecnológico recombinante, a eritropoetina humana recombinante (rHuEPO), produzida para fins terapêuticos, é utilizada indiscriminadamente por atletas nos esportes nos quais a necessidade de resistência é mandatória. A rHuEPO aumenta a porcentagem de hemácias e hemoglobina, possibilitando maior aporte de oxigênio aos tecidos. A rHuEPO é considerada uma substância ergogênica que pode causar sérios riscos à saúde. A rHuEPO foi proibida pelo Comitê Olímpico Internacional e pela Agência Mundial Antidoping no final dos anos 80, sendo seu uso considerando como “doping”. O presente trabalho visa relatar as implicações do uso de eritropoetina humana sintética no doping, bem como avaliar os riscos iminentes do seu uso no desempenho esportivo dos atletas.