Este estudo tem por objetivo delinear os desafios dos enfermeiros em relação ao atendimento à mulher com Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) mediante a pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, com aplicação de questionário semiestruturado, dirigida aos enfermeiros de sete unidades de Estratégia da Saúde da Família e um de uma Unidade Básica de Saúde, em um município do interior do Estado de São Paulo. A principal crítica dos participantes foi a diminuição de profissionais da saúde atuantes no município, impactando na sobrecarga de trabalho e no fechamento de unidades especializadas, como foi o caso do ambulatório de gestação de alto risco. Assim sendo, o atendimento para esse grupo de gestante é, atualmente, realizado através de um encaminhamento para um serviço adequado na região. Outro tema destacado pelos participantes foi a carência de informações sobre os procedimentos no atendimento da mulher com DMG, tendo em vista que há constantes mudanças nas condutas e pouco esclarecimento a respeito. E por fim, pode-se observar a perda do vínculo gestante/unidade/enfermeiro devido ao seu encaminhamento à unidade externa a cidade. Essa pesquisa permite apontar as questões referentes a falta de recursos humanos, deficiência de informações e conhecimento e a inexistência do plano de cuidado como obstáculos reais para um atendimento a mulher com DMG nesse município.