Este artigo aborda a História Oral como uma estratégia interessante para o desenvolvimento de projetos, em todos os níveis de ensino. Os profissionais que optam por esse caminho, abrem possibilidades de analisar as relações entre história e memória, entre o imaginário e mentalidades individuais, porém, devem conservar sempre um olhar crítico e científico, de modo a dar-lhes um sentido mais amplo. Sem desprezar ou ignorar outras abordagens históricas, a História Oral pode suprir ausências, completar documentos, integralizar informações incompletas, sempre, porém, levando-se em consideração que as memórias são individuais e dizem respeito a uma visão apenas do todo, sendo que os dados obtidos por essa metodologia devem ser analisados detidamente, ligando-os à totalidade da História, sob o risco de, caso isso não ocorra, termos uma pesquisa empobrecida.